Sim...?

quarta-feira, julho 05, 2006

O tempo que nos falha e prende,
Mata aos poucos e nada se sente
E sem nada saber e nada sentir
Perdemos lentamente a vontade de sorrir

O tempo que nos atrasa e arrasa
Gaivota voando usando uma asa
A vida nos foge, o dia escurece
Somos um ser que devagar padece

E o tempo nos conquista
Circulando numa infindável pista
Somos uma beata de cigarro
Que não tem mais por onde arder.

sexta-feira, junho 02, 2006

Hmmm

Ando a ponderar voltar a escrever aqui. Mas não me surge nada suficientemente palpável para voltar a escrever.

Ok, 'tá é bom tempo e não o quero perder para estar em frente a um computador! :)

terça-feira, setembro 20, 2005

Tu...

...Fazes-me bem!

terça-feira, agosto 23, 2005

A justiça fica por ser feita... e ainda bem.

Nunca se sentiram incapazes de fazer justiça a algo, quando o tentam descrever por palavras?
Por vezes acontece-me isso e fico sempre com a sensação que deveria ter dito mais do que aquilo que realmente disse, deixa-me sempre com o sentimento de dever não cumprido. Queria dizer tudo e por mais que tente, tudo aquilo que digo simplesmente não parece fazer sentido, ou pelo menos, não faz jus ao que realmente sinto e queria dizer. Mas será tudo isto realmente importante? Penso que não. Há certos sentimentos e pensamentos que permanecem melhor dentro de nós, sem descrição ou nomenclatura possível, ficam intactos e puros e assim deve ser, por vezes são de tal maneira nobres que nem nós deveríamos ter a honra de os conhecer.

domingo, agosto 21, 2005

«títulos não é comigo»

Tendemos a menosprezar aquilo que possuímos e tomamos como garantido, por vezes nem temos a devida consciência da preciosidade de certas e determinadas coisas que quando nos são privadas, aprendemos a dar valor da pior maneira possível.
Devemos estimar o que temos e celebrar a sua existência de quando em vez, nem tudo o que temos como certo, o é de facto e quando a realidade nos bate à porta, ficamos de tal maneira expostos e frágeis que tudo à nossa volta desaba e parte de nós deixa de fazer sentido.
Acalentem o que vos é mais querido, não deixem que isso se desvaneça, pois uma vez enfraquecido, é uma questão de tempo até perdermos de facto tudo aquilo que estranhamente menosprezamos mas que indubitavelmente gostamos.

domingo, agosto 07, 2005

«por preencher»

Tragicamente bela, não jaz em lado algum
Tudo em nós é dela, nada em nós é comum
E é nela que habitamos, entre ódio e amor
Tão fina é a barreira, que nos separa da dor

Da dor de nela estar, ao adormecer e acordar
O incómodo pesadelo, em que acordo a suar
Que amola a espada, que o coração nos trespassa
É o nosso fim, a derradeira desgraça

O alfa e o ómega, a luz do dia-a-dia
O verde de esperança, quando a hora é sombria
O ar no pulmão, o sangue no coração
A vida trágica e bela, o nosso amor de perdição



(whatever...)

quarta-feira, agosto 03, 2005

A nossa irrelevância

Fiz um zoom out a mim mesmo, sabem o que vi? Absolutamente nada. E isso é precisamente o que eu sou perante o Mundo, um pequeno e insignificante «nada».
Cada um de nós é de tal maneira irrelevante que morrem milhares numa qualquer catástrofe natural e o arrogante Mundo limita-se a sacudir a poeira dos ombros.
Por vezes fala-se no fim do Mundo, para mim é tudo uma grande treta. Eu acho que o fim do Mundo de cada um de nós é precisamente quando deixamos de existir. O Mundo não acaba, quem acaba somos nós e consequentemente acabamos para o Mundo... Mas o Mundo permanece e permanecerá como tem feito ao longo dos milhões de anos que até então se passaram, sacudindo a poeira dos ombros, assistindo ao desaparecimento de cada um dos seus passageiros, atestando assim a nossa irrelevância